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Muito mais do que palavras são atos,é o olhar é o sonho,é a expressão.Palavras são mágicas. A magia está em ler palavras antes mesmo de serem ditas...
**q. acreditam online**


Leia Meus Contos ;)
Doce Ventania que me Leva aos quatro cantos do mundo,me inebriando ao cheiro de terra
molhada,a sensação da Liberdade da Chuva,minha amiga.Me conduza aos ventos do Leste,Norte,
Sul e Oeste,aos mistérios ainda não desvendados,em verdades para serem ditas e descobertas,
Me faça adentrar nas nuvens,que desagua sensações e alegrias,que transforma,que acalenta,
que entristece,desespera e modifica... me transmutando no arder do fogo,em seu mistério,seu
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A Caixa de Pandora
Suzana Sanae Yogi
Pandora estava tão entretida ao admirar as inscrições da caixa que quase a abriu,ao perceber o que quase iria fazer,entrou em pânico,ao imaginar que o mundo poderia ficar do que já estava.
"-Será mesmo que o mundo pode ficar pior do que já está?" - uma familiar voz se fez ouvir dentro dela.
Mas Pandora estava com tanto medo que ignorou a mensagem implícita que a voz tinha lhe dito e cobriu a caixa com um pano e foi se esconder encolhida embaixo das cobertas.Suava frio, suas mãos estavam geladas e tremia como se estivesse com febre.
As trevas dominaram o ambiente e se sentindo totalmente só,pensou consigo mesma que seria melhor mergulhar na escuridão ,pois tinha fracassado.Ela não era um ser divino coisa nenhuma, e tudo o que podia fazer era ficar ali se deixando que o medo a dominasse.
Exausta ela caiu no sono,e o ambiente dos seus sonhos não era diferente da realidade.
A escuridão e o silêncio eram a sua única companhia,ela caminhava numa estrada que parecia nunca ter fim,tropeçando e caindo tantas vezes que tinha perdido a conta.
Foi então que o avistou.* O jovem *
O olhar que antes era intenso e expressivo cedeu lugar a uma expressão fria e distante.Pandora sentiu se tão triste ao vê-lo daquele jeito que começou a chorar foi então que percebeu que ele estava preso e acorrentado.
"-Se liberte,Pandora!" - a voz dele a fez tremer.
Ele só poderia estar louco,era ele quem estava preso,não ela
Subitamente o vento começou a soprar forte em direção a ela, e no segundo seguinte o jovem já não estava mais preso.
Era ela quem estava presa e acorrentada.
A caixa apareceu na sua frente,ela chutou desesperada o objeto para longe,mas a caixa voltava para o mesmo lugar ,flutuando,bem em frente ao seu rosto.
Acordou,com a caixa em cima de sua cama.
Ela gritou em pura agonia.e olhou ao seu redor e percebeu que tudo havia se transformado em trevas e escuridão.
Talvez já não tivesse outra opção a não ser se tornar parte da sombria realidade.
Vários dias se passaram e Pandora passava o tempo olhando fixamente para a caixa como se estivesse em transe...
O medo se instalou e tomou conta do seu ser.A sensação de fracasso era sufocante.E a "culpa" se abateu sobre ela.
O símbolo bordado na caixa ,resplandecia emitindo luzes douradas e parecia querer dissipar toda aquela atmosfera de frio e desolação.A luz se tornava cada vez mais intensa e Pandora começou a gritar,não conseguia mais sentir e ver a beleza de nada,tudo era frio e escuro para ela.Até aquela luz dourada e cálida se tornava algo terrível e ameaçador.
"-Vamos Pandora,lute.Se liberte!- a voz masculina e suave já tinha se tornado familiar para ela.Era a voz do jovem".
"-Me ajude!Se liberte!" -a voz se tornou rouca e sussurrada.
Ele estava na sua frente ,e chorava.Umas luzes suaves e ao mesmo tempo intensas giravam em torno dele e se expandia preenchendo todo o ambiente.Parecia estar cansado,mas seus olhos estavam tranquilos mas também havia uma tristeza diferente ali.Uma solitária tristeza que se misturou com toda a tristeza do mundo que no instante seguinte se dissipou do olhar dele para dar lugar a uma determinação e ternura que a esqueceram do frio e de toda a densa neblina que a envolvia.
E então começou a se lembrar de um lugar,o seu LAR,onde tudo se sintonizava e ela era feliz. Ela se lembrou de um certo jovem de olhos intensos,e o por que estava nesta dimensão.
E recordou que todos aqueles últimos dias escuros,o clima de guerra,destruição já existiam ,muito antes dela os libertar.Apenas estavam presos e mascarados no interior de cada um.Correu para olhar para fora e viu que o céu estava cinzento,mas também conseguiu ver a chuva e o arco-íris por trás daquelas nuvens cinzentas.Muito do que tinha presenciado foi aumentado e criado por ela.
Podia finalmente perceber a sombra de todos os aspectos negativos que rondava toda a atmosfera.E sua terrível carência privando a da Luz e Percepção.
Agora era hora de preencher a atmosfera e alimentar as Sombras de Luz e Compaixão para que as trevas se dissipem.
A Intensa aura que envolvia o rapaz se apagava aos poucos,mas Pandora lutava contra o medo das trevas e não percebia o que estava acontecendo com o jovem.
Mesmo compreendendo tudo o medo ainda não a abandonou.O medo de que tudo fique pior do que já está.Do fracasso.Da solidão.Do incerto.
"-Será mesmo que tudo poderá ficar pior do que já está?"
"-Mesmo que fique pior, alguma ação pelo menos foi feita" -sussurrou Pandora
E quase prestes a desmaiar,com o coração batendo fortemente que chegava a doer,as mãos trêmulas,abriu a caixa.
O que se seguiu é algo indescritível,A Esperança,o Amor,a Paz,a Felicidade e todos os frutos da Luz preencheram o quarto de Pandora,deixando no ambiente o suave aroma das flores e da alegria de viver, e uma envolvente melodia da harmonia,do equilíbrio e da paz.
Quando as últimas centelhas de Luz saíram pela janela afora, finalmente os olhos dos dois se encontraram.
O jovem sorriu-lhe, e este sorriso aqueceu totalmente o coração de Pandora. Foi a última coisa que fez antes de se desfazer no Ar.
Toda a energia do rapaz foi transmitida a Pandora para que pudesse vencer todas as trevas que residia dentro de si e ao seu redor.
O símbolo da caixa ainda emitia intensa luz dourada.Pandora a tocou e um grande portal foi aberto.
***
[continua...]
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Eterna Melodia do Vento at 5/28/2005 04:13:17 PM
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A Caixa de Pandora
Suzana Sanae Yogi
Pandora passou alguns dias tentando encontrar alguém que lhe dissesse quem eram aquelas pessoas, mas ninguém tinha visto nenhum jovem e nem policiais estrangeiros.Se fosse assim toda a cidade já estaria comentando.
Sem saber o que pensar, a caixa era a única prova de que aquelas pessoas existiam e que aquela manhã não tinha sido um sonho.
Muitas pessoas que costumavam visitá-la se portavam de forma estranha ao examinarem a caixa.Alguns começavam a chorar, outros pareciam enlouquecer, e alguns pareciam ter encontrado a felicidade.Mas logo que se afastavam,voltavam a ser o que eram antes.Algumas tentaram abrir a caixa escondido de Pandora, mas sem sucesso.
Foi então que começaram os sonhos.
Sempre visualizava um ambiente de um tom azul escuro e ausente de luz.E muitos seres assustadores e medonhos estavam lá.Mas quando chegava perto eles assumiam uma forma bela e sedutora.E então Pandora sentia um frio tão intenso que chegava a sentir sua pele queimar... e acordava desesperada.
Os sonhos seguiam todos os dias ,iguais com pequenas variações, foi quando notou que aqueles seres não podiam chegar até ela.Ela que tinha que ir ao encontro deles.
Então o sonho mudou completamente, Já não estava escuro,havia uma suave luz acolhedora. E foi então que ela o viu. O jovem.
"-Algo nesse rapaz é para mim irresistível" -Pandora se pegou admirando-o e percebeu a sua beleza, estranhou não ter notado antes, mas o que chamou a atenção foi a tristeza transmitida pelo olhar dele, e a felicidade sugerida pelo sorriso.
Ele segurava a caixa, agora de uma forma diferente, com todo o cuidado,como se fosse se esvair em fumaça ao menor passo em falso.
"-Você precisa abri-la." disse o misterioso jovem num sussurro,como se estivesse sem forças até para falar.
"-Mas você mesmo disse para não abri-la, por que mudou de idéia?" - surpresa, Pandora percebeu que estava chorando, e nem sabia por que.
Ele suspirou e se aproximou dela, estendendo a caixa para ela e dando a entender que era hora de abrir;
"-Eu não queria ,e ainda não quero que você abra essa caixa, mas é preciso.Você é um ser divino Pandora,e saberá como lidar com o que está por vir.Embora esteja lutando contra isso, é impossível fugir ao seu destino,cedo ou tarde ele te encontra,Tenha fé e coragem."
Imagem retirada do site De mim para Ti
Logo que ouviu ele terminar de falar, como que hipnotizada, tocou na mão dele, e juntos abriram a caixa.
O semblante do jovem se transformou,a leveza,a felicidade que parecia estar nele já não existiam mais, o que viu ali foi um olhar muito mais intenso de tristeza e um sorriso sombrio.
A caixa foi tomada de intensa luz que ofuscou por instantes a visão de Pandora, meia zonza reconheceu horrorizada os seres do seu sonho, mas agora sabia quem eram eles.Todas as desgraças estavam soltas no mundo.Elas já existiam no mundo,mas Pandora sabia que controlavam tudo da dimensão deles, tendo seu poder reduzido em muito.Mas,agora libertados desse jeito, Pandora tremia sem saber o que esperar, tampou em um gesto desesperado a caixa,temendo libertar mais desgraças ainda.
Acordou com o coração aos saltos, o silêncio era gritante, a costumeira cantoria dos passarinhos não se fazia ouvir e a manhã estava cinzenta e opaca.
Ao sair, notou o frio e o clima denso e pesado, as pessoas estavam incrivelmente feias, e carrancudas,e os que costumavam conversar com ela pareciam estar com repulsa dela.
Assustada , parou em frente ao espelho, não reconheceu seu rosto, seus olhos estavam opacos,e a beleza dela a tinha abandonado. (a beleza de alguém pode ser abandonada?)
Ela se trancou dentro de casa,assustada demais com todo o horror que havia presenciado,o cinismo,o ódio,a inveja transpirando por todos os poros das pessoas,e durante dias ela ouviu algumas pancadas ameaçadoras na porta,gritos e gemidos horrendos e quase havia se esquecido por que tudo havia ficado daquela forma.Por culpa dela -pensou Pandora,já a beira do desespero.
Foi quando viu a caixa em cima da mesa da sala ,ela tinha certeza que havia deixado ela escondida bem fundo lá no armário.Respirando fundo, pegou devagarzinho a caixa e percebeu que muitas inscrições bordadas ali haviam sumido. A inscrição bordada que restava havia se transformado num símbolo muito bonito e muito familiar para Pandora,mas não sabia de onde conhecia aquele símbolo.
[continua...]
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Eterna Melodia do Vento at 5/28/2005 04:02:21 PM
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wQuarta-feira, Maio 25, 2005 |
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A Caixa de Pandora
Suzana Sanae Yogi
Como se fosse atraída por uma força inexplicavel ,Pandora se dirigiu em direção ao tumulto.Policiais falavam com o jovem, apontando para a caixa.
"O que está acontecendo,senhores?"- perguntou Pandora,aproximando-se do grupo.Ao falar com os guardas,sentiu incrivel mal-estar.
A expressão dos policias ficaram estranhas, e eles começaram a falar numa língua desconhecida,arrastada.Dirigiam-se ao jovem,ignorando Pandora.
"-Você são estrangeiros?"- sem entender nada,Pandora sentia extrema necessidade de continuar fazendo perguntas.
"-A caixa é dela, vocês não podem fazer mais nada."- o jovem dizendo isso, entregou a caixa para Pandora
A caixa era feita de um tecido bordado com inscrições de uma lingua que Pandora não conseguiu definir.
"Não abra esta caixa,de jeito nenhum"- a voz do jovem se fez ouvir.
Ao erguer os olhos para falar com o jovem, não encontrou ninguém, e se viu sentada no banco em frente a sua casa,como se nem tivesse saído dali
"Será que andei sonhando...? Mas a caixa continua aqui,em meu colo!"
[continua...]
ontem,eu dei uma lida no poema "O corvo" de Edgar Allan Poe.
E hoje, tava assitindo um DESENHO, e qual era o tema? o corvo do dito cujo. E eu não acredito em coincidencias...
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Eterna Melodia do Vento at 5/25/2005 04:31:11 PM
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wTerça-feira, Maio 24, 2005 |
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A Caixa de Pandora
Suzana Sanae Yogi
Pandora desperta uma grande curiosidade a qualquer um que a observe,dona de uma beleza excêntrica,alguns a considerariam até feia, mas quem conseguisse enxergar além,seria agraciado com algo quase irreal,uma aura sutil e bela da qual não conseguiriam parar de ficar admirando-a.
Mas Pandora não tinha consciência no que despertava a sua volta, gostava de ficar contemplando as pessoas, a natureza,a vida.Os olhos das pessoas eram muito interessantes,alguns traziam consigo um brilho sagaz quase cruel,outros uma inocência de quem pensava poder salvar o mundo, mas que não era nem capaz de salvar a si mesmo, uns eram alegres,outros tristes.Havia sempre extremos opostos,o que Pandora não conseguia entender era o por que daquilo tudo.Havia guerra e paz,harmonia e intriga tudo num mesmo lugar.Mas alegrava que mesmo depois de uma noite fria e escura,com o vento parecendo sussurrar lamentos que viravam uma cantoria assustadora,o dia seguinte muitas vezes nascia com o Sol aquecendo a todos e o Vento sussurrando uma melodia doce.
Gostava de ouvir as historias que as pessoas vinham lhe contar.Sorria ao perceber que uma mesma situação ganhava tons dramáticos,engraçados,sombrios,sinistros,alegres nos lábios de diferentes pessoas.
Estava observando a rua como de costume,sentada no banco em frente a sua casa quando uma certa algazarra lhe chamou a sua atenção. Um jovem, a quem nunca havia visto antes,segurava uma misteriosa caixa.Os olhos dele se encontraram com o dela, e ela soube naquele instante que sua vida mudaria para sempre.
[continua...]
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Eterna Melodia do Vento at 5/24/2005 11:18:26 AM
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wTerça-feira, Maio 17, 2005 |
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Equilibrius
Suzana Sanae Yogi
Então decidiu que o percurso do Caos seguisse seu curso natural. E chorou por muitos tempo, em profunda tristeza.
Na Terra , a Tempestade inundava os quatro cantos do mundo.O vento também estava furioso. Muitos dias de tragédia naturais se sucederam. Quando a Natureza pareceu se acalmar.O mundo entrou em guerra.A água se tornou escassa. Dias terriveis se seguiram na Terra. Mas algo comeceu acontecer, as novas gerações já não traziam consigo o ódio e a ganancia dentro de si, tímidas flores,ervas e arvores começaram a florescer.A época de ouro se instalou.
E foi nessa época que Equilibrius parou de chorar e foi viver sua vida, liberto de sua tarefa, ele se expandiu e se espalhou por todo o Universo , conhecendo novos povos. E feliz foi visitar a Terra, com um pouco de receio do que poderia encontrar.Para sua surpresa, encontrou um povo fraterno e feliz.
Foi aí que conheceu uma graciosa e misteriosa mulher chamada Helena...
Mas deixo essa narrativa para uma outra história ;)
Cafunés e Muita Luz
Suzana
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Eterna Melodia do Vento at 5/17/2005 05:31:34 PM
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wTerça-feira, Maio 10, 2005 |
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Acabei de ler um livro apaixonante,Estação Waterloo,faz você ficar com vontade de ter alguém ao teu lado e se perguntar um amor tão companheiro e intenso assim é possível? Amor que faz crescer mesmo longe e que supera o horror da guerra e até da morte?É possível quando se acredita,enquanto existir o sonho e a ternura dentro de seu coração.
Vou deixar a poesia que é o ponto chave do livro falar por si só :)
Cafunés e muita Luz
[ A Rosa e o Cervo
Ao deparar com ela na escuridão,
ele encontrou apenas uma inacabada criatura de Deus,um
vago projeto de intenção,uma acendedora de lampião,suave
Sua mão pequenina se estendeu para despertar o pavio com a chama
E ele viu que seus olhos eram tempestuosos...
Nos versos subsequentes detalhavam o relacionamento entre o homem,um construtor de navios conhecido como o "Cervo", e a mulher,uma acendedora de lampião conhecida como a"Rosa" .Embora o poema tenha um final feliz e os personagens terminem passando o resto de suas vidas juntos,no último verso a Rosa tem um sonho horrível,um pesadelo no qual o Cervo a abandona:
Seu lampião ainda estava aceso,mas ele já não via,
Pois mudara no inverno,como fazem os cervos,
endurecendo livre na natureza.
E ela já não era flor para ele,
mas uma simples mulher,imperfeita.
Ela não acreditava que ele fosse tão cruel.
Mas ele a deixou ali,uma rosa por toda a eternidade,
depois virou lhe as costas e partiu.
"-Mas por que Slayton lhe dá esse sonho horroroso?-perguntou Maude a Stephen quando ele terminou de ler o poema-Ela agora tinha tudo o que queria,e os dois estão felizes juntos.Por que sua felicidade tem que ser estragada?"
"-Acho que,mesmo quando a verdadeira felicidade chega,sentimos medo de que ela possa acabar.MAs você tem razão,eles estão felizes no fim.Slayton está nos contando que a rosa vai sempre ter suas angústias,porém,apesar dessas preocupações,os dois ficarão juntos para sempre."
Stephen Kendall lera o poema inteiro em voz alta para ela,todas as estrofes,dando-lhe vida com sua voz.Foi como se ele tivesse vivido uma amor parecido,pensou MAude,recostando-se no estofamento de couro marrom e olhando seu tutor à luz que atravessava o vidro da janela do estúdio.Como podia falar de modo tão comoventedo amor romântico se nunca o tivesse experimentado?Convenceu-se que Stephen Kendall tinha um casamento perfeito e que sua mulher era alguém parecida com ele:jovem,bonita e terna.Era tudo o que desejava para ele,percebeu Maude, e tudo que ela desejava para si mesma algum dia.]
trecho retirado do livro Estação Waterloo de Emily Grayson
posted by
Eterna Melodia do Vento at 5/10/2005 04:33:02 PM
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wSábado, Maio 07, 2005 |
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Fácil é dizer que perdoa,é tão feio expressar,dizer,mostrar que não perdoa não é mesmo?Mas será que conseguimos entender verdadeiramente por que é tão importante perdoar?Acho que muitos não sabem.
Como perdoar alguém que desconfiou,pisou,te maltratou,traiu a sua confiança?Existem várias situações,onde o perdão é pedido.
Mas acho que o verdadeiro perdão é quando de repente se consegue olhar para os fatos e perceber que não há nada para ser perdoado, mas sim esclarecido.Sem criticas,sem cobranças,sem acusações.
O verdadeiro perdão acontece quando consegue se entender o que é perdoar.
Perdoar é tirar um lixo que te deixa pesado,pra baixo.É ficar mais leve.E ver a vida mais colorida.É perdoar a si mesmo.
Mas como? O outro que tem culpa!O outro que me traiu, que me ofendeu,que isso, que aquilo.
Sim... o outro, tudo isso e mais um pouco.
Mas você está magoado. Alguma coisa dói em você.
Então,de repente você começa a compreender que não tem como o outro adivinhar o seu jeito,não tem como as coisas saírem do jeito que vc quer,por que o outro é completamente diferente de você, e que ele tem um conflito muito grande dentro dele.
Assim como existe um conflito muito grande dentro de si.
E então se entende a parcela de responsabilidade daquela situação toda.
Já não se vê mais culpa.E sim a situação.E para de se sentir vitima.E então se começa a se libertar...
Cafunés e muita Luz!**
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Eterna Melodia do Vento at 5/7/2005 07:03:11 PM
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Há Liberdade No Perdão
Sermão/mensagem: 10 de Setembro de 1999.
ICM Monterrey, Pastor: David Pettitt
Primeira Leitura: Romanos 14:1-12
Leitura do Evangelho: Mateus 18:21-35
Nesta quarta-feira, quando o relógio bater às 11 da noite, poderás ouvir os sinos da liberdade soando em todo o México. Neste ano, o Presidente Zedillo estará em Dolores Hidalgo, Guanajuato, onde o documento da Independência foi assinado originalmente em 1810.
Junto com os governantes de cada estado ele lembrará aos cidadãos a liberdade conquistada, tocando os sinos nos palácios de cada capital do Estado, além dos prefeitos em todos as prefeituras de outras cidades. Não há dúvida que este dia de celebração constitui-se no dia mais importante do ano aqui no México.
Os dois homens que deram início a esta oportunidade de liberdade no México, foram padres católicos. Miguel Hidalgo e Costilla organizaram as pessoas a fim de lutarem pela sua liberdade e direitos. Como pai da Independência, ele levou às pessoas um nível de conscientização. Ele substitui a ignorância pela informação e deu às pessoas ESPERANÇA.
Outro padre, José Maria Morelos y Pavon - escreveu a primeira constituição, Sentimentos da Nação. E ainda, a liberdade tem o seu preço...Eventualmente, ambos pagaram o preço mais elevado pelo que acreditavam...Ambos deram as suas vidas para que outros pudessem desfrutar da liberdade individual.
E havia outros que lutaram pela liberdade...Fray Servando (Padre Mier), Clavijero e Tata Vasco, todos membros da ordem religiosa...cada um tinha um sonho...cada um representou o papel maior de ajudar a ser livres a seus irmãos e irmãs...e cada um contribuiu para realizar uma transformação significativa em nossa sociedade.
Ao longo de toda a história, todas as mudanças sociais foram primeiro iniciadas pelas igrejas. E a nossa igreja não é diferente. Na última semana, havia mencionado que Troy Perry começou o nosso programa de associação 9 meses antes da Rebelião de Stonewall em Nova York.
Stonewall pode ser o evento que deu início ao movimento gay mas o fato é que ICM e Troy Perry organizaram e conduziram as primeiras marchas à medida que protestaram contra a injustiça nas regras de emprego e ainda as leis locais e dos estados... eventualmente colocando à prova a legislação federal.
A carta de Paulo aos Romanos e a leitura do Evangelho desta noite, ambas vão diretamente ao coração, nos ajudando a entender uma forma de liberdade. Paulo escreveu no versículo 10, Porque ficas julgando teu irmão e irmã? Porque despreza teu irmão e irmã? Todos nós teremos que nos apresentarmos diante de Deus para que nos julgue.
Numa mensagem semelhante, Jesus falou numa parábola sobre o "Servidor que não sabia perdoar". O exemplo que ele utilizou foi sobre um servidor a quem havia sido perdoado uma dúvida incrível. E assim mesmo a primeira coisa que esta pessoa fez depois, foi cobrar uma dívida que lhe era devida por um amigo.
Tudo isto é sobre justiça...tratar os outros com justiça começa por não julgar as suas ações individuais... o modo como alguém pensa ou o que eles fazem...tampouco tratar os outros com injustiça quando somos tratados com justiça.
Não julgar os outros é um dos sentimentos mais libertadores que jamais pude experimentar! Isto não veio de maneira fácil para mim... de fato, muitas vezes me vejo voltando a este tipo de comportamento.
- Isto exige um trabalho enorme...
- Muita paciência ...
- Um montão de orações bem intensas...
- E, mais do que nada, isto exige muito perdão.
Porém, no final, será possivel experimentar a liberdade! Tudo lhe é possível se tiver fé em Deus - Marcos 9:23.
Quando estava aprendendo a dirigir automóvel, o meu pai me pediu para que não me concentrasse na rua que havia em frente ao carro. Meu pai disse: Olhe o caminho...veja dentro de uma perspectiva maior. Isto é basicamente o que o apóstolo Paulo estava dizendo à igreja em Roma, na sua carta que lemos hoje. Ele estava lhes pedindo em exortação a concentrarem-se em seus olhos espirituais pois assim poderiam ver tudo em uma perspectiva maior.
Os membros da igreja em Roma [como na maiorias das igrejas] eram pessoas muito diversas dividas em grupos comprometidos. As pessoas discutiam suas opiniões pessoais...quando, como e quais são os dias em que celebravam...elas discutiam o que as pessoas deviam ou não comer...prevalescia um clima de hostilidade e de julgamento.
Paulo estava sugerindo para que levantassem os seus olhos...que extendessem a sua visão para além dos seus desacordos sobre como nós vivemos e até mesmo como adorar a Deus. Paulo pode ter escrito esta carta a muitas igrejas...incluindo a nossa. Aceitar a diversidade junto a cada família...a qualquer grupo [incluindo a igreja] não é sempre fácil.
A carta de Paulo é um excelente guia que nos ajuda a nos entendermos, aceitarmos e apreciarmos uns aos outros. A nossa visão espiritual estreita pode corroer nosso espírito...esta pode debilitar nossas crenças ou nossa possibilidade para que sejamos discípulos efetivos...No fim, isto pode minar a nossa missão pessoal assim como as nossas visões como igreja.
O conselho dado por Paulo a cada um de nós para que ampliássemos a nossa visão (ou adotássemos uma visão maior), foi no sentido de que nos ajudasse a percerber que, apesar de não pensarmos e não agirmos da mesma forma, todos nós buscamos adorar e servir o mesmo Jesus Cristo. Este foi o ponto central levantado por Paulo - é aí que nós todos deitamos as nossas raízes e nos encontramos todos ligados a Deus. Nada...Absolutamente nada, nesta vida, haverá de nos afastar deste fato.
Paulo assinala que as discussões (que se geraram por uma atitude cheia de julgamento) poderiam ameaçar e desfazer as suas comunidades - uma comunidade construída com muito esforço. Queria ajudá-los a ver o insignificante que constituía este compartamento em contraste com a grande visão de manter Jesus como o centro de suas vidas. O que a Paulo interessava é que esses conselhos nos fossem úteis hoje.
No Evangelho desta noite, ouviremos Pedro que colocou o Rabi à prova...Ele queria saber o número exato de vezes em que devemos perdoar alguém. Sete vezes são suficientes?, havia perguntado Pedro. Quase podia-se ouvir Jesus pensar, "Ele realmente não havia entendido isso."
Realmente, não creio que Jesus estava oferecendo uma fórmula matemática... mas antes Ele estava tratando de fazer com Pedro percebesse que ele não deveria estar contando. Depois de tudo, se devemos contá-las, estaremos realmente perdoando alguém? Perdoar significa não apenas estar de acordo ao perdoar as faltas de alguém senão tirar também o assunto, fora de nossas mentes.
Se contarmos, estaremos realmente sustentando alguma forma de suspeita face a outra pessoa. Para perdoar verdadeiramente, implica em reestabelecer uma nova relação de confiança. Isto significa estarmos completamente abertos e vulneráveis aos outros que nos tenha ferido (ou decepcionado) no passado.
Nos versículos trinta e quatro e trinta e cinco da leitura do Evangelho, ouvimos o Rei demonstrar misericórdia para alguém que lhe devia uma grande soma de dinheiro. Tão grande era essa que lhe teria sido impossível acertar a dívida enquanto vivesse.
O rei havia ficado furioso quando descobriu que este indivíduo não havia mostrado a mesma misericórdia a alguém que lhe devia. Jesus nos propôs que agíssemos com misericórdia e compaixão, não porque estaríamos nos beneficiando mais junto a Deus...Mas devemos fazê-lo como resposta ínfima à graça e à misericórdia pela qual Deus derramou em cada um de nós.
Jesus nos ensinou isso na Oração Ao Senhor... conforme rezamos, "Perdoe as nossas ofensas assim como também perdoamos a que nos tenham ofendido. Aqui está realmente a libertação ao perdoar! A não ser que tivermos poder e desejo de perdoar aos outros, não poderemos esperar o perdão de Deus.
Neste Dia da Independência, tente realmente de perdoar alguém que lhe seja difícil de OU quase impossível de perdoar. Ofereça a si próprio o presente da liberdade.
Gostaria de finalizar com as palavras de Benito Juarez que foram escritas no lobby do Congresso Estadual, aqui em Monterrey: "Entre los individuos como entre las naciones, el respeto al derecho ajeno es la paz. (Entre os indivíduos assim como entre as nações, o respeito ao direito alheio é a paz.)"
O autor deste presente material é o Rev. David Pettitt, pastor do ICM, Monterrey, México.
posted by
Eterna Melodia do Vento at 5/7/2005 07:02:31 PM
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